Vida e Obra de Louise Hay


Louise Hay é uma autora muito conhecida.
Palestrante motivacional,
e fundadora da editora Hay House.

Pioneira da chamada onda
da Nova Era surgida nos anos 70.

É também autora de livros de diversos auto-ajuda, incluindo um dos mais vendidos: Vcê Pode Curar a Si Mesmo

Depois de 60 anos, a maioria das pessoas começa a descansar e isso é considerado totalmente normal, pois se iniciam ali os anos de repouso. Mas em Santa Monica, na região de Los Angeles, mora e trabalha uma mulher que faz justamente o contrário. Depois de chegar aos 60 anos, ela fundou uma organização única no mundo, em termos de quantidade de livros vendidos e dedicação dos seus assessores.
Louise Hay se tornou famosíssima em todo seu pais admirada, venerada, idolatrada por milhões , a quem a vê na tela de TV pensa que está observando uma estrela de cinema, pois ninguém acha possível que se trate de uma pessoa com mais de 60 anos.

Mas quando ela começa a falar, trata se de uma coisa totalmente diferente. E a admiração que recebe não vem em primeiro lugar por sua beleza a seu charme: Louise Hay é uma das grandes curadoras destes tempos.

Louise teve uma infância simplesmente horripilante, terrível. Os pais se separaram quando ela era ainda bebê; a mãe casou se de novo com um homem violento; Louise foi violentada por um vizinho e vivia uma vida de pobreza, brutalidade a medo.

Claro que naquela atmosfera a pequena Louise não foi capaz de desenvolver seu amor-próprio, e essa falha continuou a existir durante dezenas de anos, mesmo quando ela já se tornara uma ‘top model’ famosíssima, trabalhando para os grandes costureiros nova iorquinos.

Sua vida começou a mudar quando conheceu a Church of Religious Sciences (“Igreja das Ciências Religiosas’), uma igreja que se ocupa principalmente com o tema da cura. Ali, Louise se tornou logo muito ativa; estudava intensivamente o esoterismo, métodos de cura e religião, e começou a ser procurada como conselheira. O que ocorreu então é, até hoje, bem típico de Louise, ela tem o dom de transformar idéias em ações concretas.

E aí, de repente, recebeu de seu médico a seguinte informação: “Você tem câncer. É incurável…

Mas Louise não queria aceitar a condenação de morte. Nem queria ser operada. Em vez disso, ela começou a pesquisar todos os métodos de cura de câncer alternativos possíveis e usava o que considerava ter relação com seu caso. Ela mudou radicalmente seu regime alimentar e fez varias outras coisas. Assumiu em 100% a responsabilidade por sua doença e a própria cura o que também significava que ela deveria se livrar dos padrões mentais que haviam causado a doença. Em seu livro ‘You Can Ideal Your Life’ (“Yocé Pode Curar Sua Vida “), ela declara:
“Eu sabia que devia me libertar dos ressentimentos oriundos da minha infância. Sim, tive uma infância muito difícil, pesada fui explorada de todos os jeitos: espiritualmente, fisicamente, sexualmente. Mas aquilo acontecera já havia muitos e muitos anos, e não era uma desculpa pela maneira com que me tratava hoje em dia. O que aconteceu era que, literalmente, eu consumia meu próprio corpo através do tumor maligno, porque não conseguia perdoar. Chegara a hora para eu superar aquelas experiências do passado e assim tentar entender quais foram as experiências que fizeram as pessoas tratar uma criança do modo que me trataram. Com a ajuda de uma terapeuta, expressei toda aquela raiva acumulada e contida, batendo num travesseiro, rasgando-o, berrando de fúria. E depois me senti já bem melhor. Aí comecei a juntar as coisas que os meus pais me contaram sobre sua própria juventude e cheguei a ter uma idéia das suas vidas. E, adquirindo mais compreensão, me tornando finalmente madura, comecei a ter piedade dos seus sofrimentos.”

Assim, ela foi capaz de perdoar seus pais e finalmente desenvolver o seu amor-próprio. Ela aconselha até hoje um exercício que a ajudou muito durante os meses de tratamento: “Coloquei me em frente de um espelho, dizendo coisas como: `Louise, eu te amo, te amo de todo coração’. ”

Para Louise Hay, são estes os pontos mais importantes para quem deseja adquirir saúde mental, emocional, física: perdoar e amar a si próprio. 

(O psiquiatra Gerald Jampolski, que trabalha com crianças gravemente doentes em seu “Center for Attitudinal Healing”, clínica perto de São Francisco, tem as mesmas idéias de Louise. )

Meio ano após ter diagnosticado em Louise o tumor maligno, o médico não conseguiu encontrar mais nada da doença. O câncer havia desaparecido uma vitória praticamente inacreditável do espírito sobre a matéria. Depois daquela experiência, Louise Hay voltou de Nova York para Los Angeles, onde se criara. E ali começou sua fantástica carreira, no início dos anos 80. Seus livros e videocassetes são todos best sellers e se alastraram pelo mundo inteiro. Seus workshops de fins de semana têm quase sempre mais de mil participantes, e todas as quintas feiras cerca de 800 pessoas se reúnem em seu grupo de Aids em Los Angeles. Quando ela é convidada para aparecer na TV, a audiência do programa aumenta consideravelmente.

Pode se criticar a tendência americana de comercializar até o espiritual, como também existem pessoas que acham que o trabalho de Louise Hay é pouco “científico” e “intelectual”. Mas sem dúvida alguma ela soube curar milhões de pessoas ou, pelo menos, levá las à paz interior. E até pessoas sãs podem aprender muito com essa mulher amorosa, experiente, talentosa e tolerante.

O que você considera mais importante para transmitir através de seu trabalho?
“Que nós somos os próprios causadores das nossas experiências e que podemos também modificá las. E a coisa mais importante é amar a si próprio. O que é, para muitas pessoas, uma cura milagrosa”.

Você acha então que a causa mais profunda de todas as doenças é que as pessoas se valorizam pouco, não têm amor próprio?
“É certamente a causa de muitas experiências negativas, incluindo o sofrimento fsico. Pessoas realmente felizes são saudáveis”.

Mesmo assim, muitos mestres espirituais morrem de doenças horrorosas . . .
“É mesmo. Afinal, temos todos nossos problemas pessoais. E muitas vezes não praticamos o que ensinamos”.

Em seu livro ‘You Can Heal Your Five’, você usa vários elementos diferentes das mais variadas fontes: do “Coursé in Miracles”, do “Silva Mind Control” e determinados métodos de trabalhar o corpo…
“Sim, eu uso o que funciona. E nisso nem sempre o que é bom para mim é bom para você também. Cada um deve descobrir o que vale para si naquele momento, naquela situação. Uso um saco com os truques mais variados para ajudar as pessoas. Não acredito que apenas um mestre ou um método tenha a resposta para todas as perguntas. Isso não existe. Durante os meus workshops, trabalhando com os outros, sempre digo : “Sou apenas uma pedra em seu caminho, em que vocês podem pisar. Apenas uma ajudazinha.”

Então você não quer ser uma mestra?
“Não. Acho perigoso. As pessoas podem aprender comigo até um certo ponto, a ai devem procurar em outras direções. Minha meta é um mundo onde todos se amem, onde eu, não importa onde vá, encontre pessoas pacíficas, amorosas, alegres . . . e que saibam cozinhar muito bem! (Ela começa a rir gostosamente.) Vocês estão vendo? Estou criando um mundo para mim onde eu gostaria de viver”.


De onde você julga que surgiu seu inacreditável sucesso?
“Ah, isso não sei . . . Acho que talvez tenha um talento natural para ensinar as pessoas. E no momento em que comecei a aprender, comecei também a ensinar. Dizem que tenho o dom de penetrar imediatamente na raiz da questão, e ninguém tem medo de mim. É muito importante. Não faça com que as pessoas sintam que estão erradas: “Não importa o que faça, está tudo OK. Mas se quiser que sua vida funcione melhor, tente isso ou aquilo.”

“Infelizmente, porém, foi a Aids que me fez ficar famosa. Fui a primeira que falou algo positivo sobre a doença. Era naquela época inicial, quando todos estavam em pânico e declaravam: ‘Todos nós vamos morrer disso.’ Eu disse: ‘Não acredito. Nos tempos antigos, durante aquelas epidemias devastadoras, nem todos morreram. Por isso, temos de achar um caminho, uma solução positiva.’ E já que então eu era a única que dizia isso, as pessoas começaram a me procurar.”

De que modo você trabalha com aidéticos?
“Tenho um grupo de apoio aqui em Los Angeles. Todas as quintas feiras aparecem mais de 800 pessoas. E mesmo num grupo tão grande existe bastante intimidade entre os membros do grupo, e o apoio mútuo é fantástico. Reina um amor incondicional, nunca experienciado pelos aidéticos. Nosso trabalho é tentar melhorar a qualidade da nossa vida; não nos ocupamos com a cura física. Convido freqüentemente conferencistas e oferecemos todos os tipos de métodos por exemplo, reiki ou massagens. Tudo no sentido de que cada um deve escolher o que lhe convém a seria realmente útil.”

Também chegam a você e a fundações, suas pessoas que morrerão em breve e que estão conscientes deste fato?
“Mesmo estes podem mudar sua qualidade e vida, não importa se se trata de um dia ou de 30 anos. Nós trabalhamos para adquirir paz interior e aceitar o que existe. Fazemos o que podemos para eliminar o medo da morte. Se foram educadas dentro de uma religião que acredita no inferno, as pessoas têm um medo terrível da morte. Já na infância, quando se é muito impressionável, nos contam como a morte é horrível e, é claro, assim a gente adquire um medo enorme da morte. Não importa a fase da doença, podemos nos esforçar para perder aquele medo. E aprender a perdoar.”

É também esse o ponto essencial no trabalho de Jerry Jampolski?
“Mas claro. O “Course in Miracles”, em que nós dois nos baseamos, é fundamentado no principio do perdão. E assim, cada um pode trabalhar no seu amor próprio e desenvolver sua paz interior.


“Quero lhe dar um exemplo muito extremo: uma criança é infectada pela Aids, através da transfusão ou porque sua mãe tem Aids não importa a maneira. Como cabe isso em sua declaração: “Nós causamos nossas próprias doenças”? E o que essa criança ou esses pais podem fazer?”

“Crianças pequenas muitas vezes ficam doentes numa tentativa de ajudar a curar sua família – o que não funciona sempre, mas pelo menos e uma tentativa. E se os pais trabalham para melhorar o relacionamento entre os dois, isso tem uma influência positiva sobre a criança e sua saúde. Quando uma criança nasce com uma doença, nós falamos que é cármico. Faz parte da tarefa dela nesta vida.”

Você também diz: “Cada pessoa tem a energia do espírito para poder usá la do modo que quiser. Cada um cria as condições em que vive.” Você não acredita que existem situações na vida onde é melhor não se utilizar da energia espiritual? Não criar determinadas condições mas simplesmente confiar em forças mais elevadas?
“É a mesma coisa que ‘usar seu espírito’. É uma escolha de confiar na vida. O que funciona sempre. Até chegar àquele ponto, nós controlamos. Podemos nos concentrar no fato de que o ar que respiramos está sempre ali numa quantidade inesgotável . . . é a coisa mais valiosa da vida. E sempre confiamos, não é? Não digo: “Não respire, porque não existe ar suficiente para todos.” Pressupomos que há bastante para todos. Como seria fantástico se conseguíssemos confiar tanto na vida como confiamos no ar que respiramos!”

“Como muitos psicólogos a mestres espirituais, você também diz que muitos de nós, mesmo depois de adultos, ainda sofremos das coisas negativas que vivemos quando crianças. E que o mais importante é tentar descobrir (para se curar) por que os nossos pais nos fizeram sofrer tanto e perdoá los”.

O que você aconselha ás pessoas que não conseguem perdoar?
“Creio que se alguém realmente quer perdoar, o processo já está iniciado. Apenas querer já é um grande passo na direção certa. Essa pessoa pode pedir a Deus, ou à Vida, ou ao Cosmos, para ajudá la. Toda agressão e distorção é um resultado de experiências na infância.”

“Neste momento está acontecendo uma coisa muito maravilhosa aqui na Califórnia: a Justiça delibera sobre uma lei que manda trabalhar com prisioneiros de modo terapêutico, trabalhar em seu amor próprio. Muitas pessoas são contra, é claro. Eles dizem: “É dinheiro jogado fora”. Mas, em todo caso, está se pensando no assunto. Algo está acontecendo. E se não acontece agora, mas daqui a alguns anos, será uma parte do processo coletivo de cura”.

“Não podemos simplesmente punir as pessoas. Devemos dar lhes a possibilidade de mudar. E se déssemos esse tipo de informação para crianças que muitas vezes não ouvem nada semelhante dentro de casa… aí já começa o processo que possibilita ás pessoas adquirirem amor próprio”.

Mas como fazer isso nas escolas?
“A redação de um jornal dirigido a professores me pediu para escrever para eles.”

E você está fazendo isso?
“Sim, regularmente. E é apenas um começo. O mesmo está acontecendo na medicina. Além disso, conheço uma enfermeira escolar que freqüenta meus grupos de Aids às quintas feiras. Ela está muito impressionada com meu trabalho e transmite muito às crianças a quem ela dá aulas sobre saúde, higiene. Um outro começo”.

Decerto há, entre seus leitores ou participantes dos seus grupos, muitos que dizem: “Sim, vou tentar perdoar porque é bom para mim a para minha saúde”…
“Ah, sim. Eles trabalham num nível falso. Mas fazem o melhor que podem no momento. E se conseguem perdoar um pouco, é melhor que não fazer nada. Talvez mais tarde eles consigam fazer a coisa de modo certo.”

Você diz que depois do processo de perdoar, a pessoa consegue realmente melhorar sua auto imagem. Em seu livro, você dá alguns exercícios iniciais. E, entre outras coisas o que me impressionou pessoalmente muito, menciona que em todos nós vive uma criança de três anos que quer ser amada, consolada, elogiada e compreendida. Não quer falar mais á esse respeito?
“Disse justamente uma criança de 3 anos, porque naquela idade já engolimos tanta coisa, já estamos tão programados… E com a idade de 5 anos, normalmente já estamos todos programados, computadorizados a respeito do que pensar sobre a vida e outras coisas. É com aquela criança que devemos nos preocupar”.

“Quando as coisas em nossa primeira infância não andam bem, pensamos muitas vezes que é nossa própria culpa. E assim, nos agredimos a nós mesmos. Não apenas atacamos os outros, mas também nós mesmos. E vários de nós ainda ocultamos interiormente aquela criança medrosa, e continuamos a xingá la. Muitas pessoas acordam de manhã a começam a xingar a si mesmas. E ainda se perguntam por que tudo está indo tão mal.”

“Outra coisa que eu pessoalmente acho ótima nesses casos é olhar se no espelho a pensar ou dizer alguma coisa boa.”

“É, tais exercícios aceleram o processo realmente. Também pode ajudar a consulta a um terapeuta. Quando ainda dava consultas individuais, eu me sentava ao lado do cliente, no chão, em frente do espelho. E não importavam os acontecimentos, eu estava ao seu lado. Porque no começo podem surgir emoções muito fortes, explosões mesmo!”

Você também escreve: “Não se critica nunca.” Se criticar não pode ser bastante saudável e útil no processo de cura?
“Não, não acho que se deva criticar. Podemos decidir quais as mudanças a serem feitas. Mas não precisamos ficar chateados para limpar nossa casa.”


Na contracapa de seu livro You Can Heal Your Life consta que você é uma personalidade internacionalmente conhecida no campo da Nova Era. O que, para você, quer dizer “New Age”?
“Nós estamos mudando nossa maneira de pensar. Éramos vítimas sem esperanças, a agora estamos aprendendo que podemos assumir responsabilidades, podemos literalmente mudar nossas vidas. Por isso se trata realmente de uma nova era!”


Louise Hay nasceu Em Los Angeles, California, E.U.A., 08 de outubro de 1926 

Hoje 30 de agosto de 2017, ela se foi…

A morte é a única certeza que temos na vida.

Aonde Louise Hay estiver com certeza continuará praticando o amor, o respeito dentre tantas lições maravilhosas que ensinou através da sua linda jornada. Muito obrigada pelos seus livros, seus aúdios e suas palavras que me inspiraram e também tantas outras pessoas pelo mundo. Gratidão! 1926 – 2017 

” Na infinidade da vida onde estou, tudo é perfeito, pleno e completo! “

Eu escolho que esta década é a melhor década da minha vida! 

#claudialinsoficial

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