Nossa Senhora da Glória

Nossa Senhora da Glória é o titulo que se refere a três verdades de fé professadas pela Igreja: a Dormição de Nossa Senhora, sua Assunção ao céu em corpo e alma e sua Glorificação como Rainha do céu e da terra. São o quarto e o quinto Mistérios Gloriosos do Terço.

Dormição de Nossa Senhora
A Dormição de Maria é uma verdade de fé professada pela Igreja. Segundo a Tradição da Santa Igreja Católica Apostólica Romana: Maria faleceu por volta dos 58 anos de idade, em Jerusalém. Após sua morte, seu corpo foi velado com grande emoção e vigílias pelos cristãos. Vários apóstolos vieram de longe para se despedirem da mãe do Salvador. Depois, seu corpo foi sepultado, provavelmente no Horto da Oliveiras.

O túmulo de Nossa Senhora da Glória fica vazio
Porém, um dos apóstolos, provavelmente por estar distante fisicamente, chegou a Jerusalém algumas horas depois que o corpo de Maria tinha sido sepultado. E ele quis muito ver o corpo de Nossa Senhora pela última vez. Mas quando abriram o túmulo para que o apóstolo pudesse vê-la, o corpo da Virgem não estava mais lá. Todos, então, glorificaram a Deus reconhecendo que Maria tinha sido elevada ao céu não só em espírito, mas também em corpo físico. Por isso, desde os primórdios, os fiéis festejam a Assunção de Nossa Senhora e sua glorificação no céu. E é daí que se origina o título Nossa Senhora da Glória.

São João Damasceno (PG, I, 96) formula assim a tradição da Igreja de Jerusalém: São Juvenal, Bispo de Jerusalém, no Concílio de Calcedônia (451), levou ao conhecimento do Imperador Marciano e Pulquéria, que desejava possuir o corpo da Mãe de Deus, que Maria morreu na presença de todos os Apóstolos, mas que o seu túmulo, quando aberto, a pedido de St. Thomas, foi encontrado vazio; a partir do qual os Apóstolos concluiram que o corpo foi levado para o céu.

A Assunção de Nossa Senhora da Glória
Assunção quer dizer ser elevado(a), ou seja, Maria não subiu a céu pelo seu próprio poder, mas foi levada ao céu pelo poder de Deus. É o quarto Mistério Glorioso contemplado no Terço. A Assunção de Maria é também um dogma da Igreja Católica proclamado pelo Papa Pio XII em 1950. No documento eclesiástico promulgado em 1 de novembro de 1950, Festa de Todos os Santos, o Papa Pio XII declarou como dogma revelado por Deus que Maria, Mãe imaculada perpetuamente Virgem de Deus, após a conclusão da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória dos Céus . A Festa da Assunção de Nossa Senhora é celebrada no dia 15 de agosto.

Sinal para todo cristão
A Festa da Assunção de Maria, como Nossa Senhora da Glória é um sinal para nós que um dia, pela graça de Deus e os nossos esforços, também poderemos nos juntar à Mãe Santíssima, dando glória a Deus. A Assunção é uma fonte de grande esperança para nós, pois aponta o caminho para todos os seguidores de Cristo, que imitam a sua fidelidade e obediência à vontade de Deus. Onde Nossa Senhora está agora, nós também estamos destinados a estar e podemos esperar por isso contando com a graça divina. O fato de Maria ser elevada ao céu depois que sua vida na terra terminou é o resultado lógico de sua natureza imaculada, exclusivamente protegida – também pela graça de Deus – do pecado original. Procuremos imitar o seu abnegado amor, sua fé indestrutível e sua obediência perfeita.

Catecismo cita Nossa Senhora da Glória
O Catecismo da Igreja Católica, capítulo 3, 6, diz:

Finalmente, a Virgem Imaculada, preservada e imune de toda mancha do pecado original, quando terminada sua vida terrena, foi levada em corpo e alma à glória celestial, e exaltada pelo Senhor como Rainha de todas as coisas, de modo que ela pode ser mais plenamente conformada com seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte. A Assunção da Virgem é uma participação singular na Ressurreição de Jesus e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos.

Imagem de Nossa Senhora da Glória
Nossa Senhora da Glória é representada com os braços abertos num ato de louvor a Deus, tendo sobre sua cabeça uma coroa de 12 estrelas, conforme é mencionado no livro do Apocalipse.

Nossa Senhora da Glória, um conforto nas dificuldades
Falando sobre Nossa Senhora da Glória, o Papa Bento XVI afirmou:

Ao contemplar Maria na glória celestial, entendemos que a terra não é a pátria definitiva para nós também, e que, se vivemos com o nosso olhar fixo nos bens eternos, a terra se tornará mais bela. Consequentemente, não devemos perder a serenidade e a paz mesmo no meio das milhares de dificuldades cotidianas. O sinal luminoso de Nossa Senhora recebida no céu brilha ainda mais intensamente quando as sombras tristes de sofrimento e violência parecem pairar no horizonte.

Podemos estar certos de que: do alto, Maria acompanha os nossos passos, com preocupação, gentil, dissipa a escuridão nos momentos de trevas e angústia, tranquiliza-nos com a sua mão materna. Apoiados por esta consciência, vamos continuar confiantes no nosso caminho de compromisso cristão onde quer que a Providência nos levar. Vamos avançar em nossas vidas sob a orientação de Maria .

Papa Bento XVI, Audiência Geral, em Castel Gandolfo no dia 16 de agosto de 2006.

Orações a Nossa Senhora da Glória
Pai amoroso, Vós que elevastes a Virgem Maria ao céu para compartilhar a vossa comunhão de amor, fazendo com que ela se torne exemplo e esperança para cada um de nós, pela vossa misericórdia e pelo sacrifício de nossas orações, aceitai-nos para aquele abraço santo e definitivo na glória eterna, junto convosco e com a Virgem Maria. Isso nós vos pedimos por Cristo nosso Senhor. Amém.

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São Peregrino nasceu na cidade de Forli, Romanha, na Itália, em 1265. Cresceu em meio a uma população conhecida pelo espírito reacionário e anárquico. Era um jovem idealista, intempestivo, com o apelido de Furacão. Na juventude, Peregrino participava do movimento dos Gibelinos. Era um grupo ligado ao imperador, que lutava contra o Papa.

A conversão de São Peregrino
Um dos sete fundadores da Ordem dos Servos de Maria e prior geral da Ordem, São Filipe Benizi, foi à Forli com a missão de pacificar a população. Em um de seus discursos pedindo paz, o grupo de inimigos do Papa expulsou São Filipe da cidade com muita violência, e São Peregrino, que fazia parte do grupo, o agrediu com socos e bofetadas.

Caindo em si depois, ficou arrependido por ter agredido um servo de Deus. Por isso, Peregrino foi atrás do Pe. Filipe para pedir perdão. São Filipe o perdoou e acolheu com amor, sem ressentimentos. O perdão e o amor do São Filipe tocaram profundamente o coração de São Peregrino, até então acostumado ao rancor, à revolta, à vingança.

A partir dessa época, Peregrino começou a rezar à Virgem Maria suplicando sua conversão e que a Mãe de Jesus mostrasse a ele qual caminho deveria trilhar. Pouco tempo depois, com trinta anos de idade, foi para a cidade de Siena onde ingressou na Ordem dos Servos de Maria, a mesma do Pe. Filipe Benizi.

São Peregrino e suas penitencias
Com o passar dos anos, Peregrino voltou para Forli e trabalhava com os pobres da cidade com muita dedicação e amor. A penitência estava sempre presente em sua vida. Ele lamentava os erros e pecados do passado e confessava sempre que sentia necessidade.

Às vezes até se castigava fisicamente. Quando estava cansado, deitava-se no banco da igreja ou no chão duro. Quando tinha sono, muitas vezes não deitava na cama, mas no chão. Durante trinta anos, cumpriu uma penitência imposta a si mesmo: ficava sempre em pé, nunca se sentava.

Protetor contra o Câncer
Na idade de 60 anos, por causa desse estilo de vida sacrificado, foi acometido pelo câncer, com uma chaga maligna em sua perna direita. Sem ver nenhuma chance de cura, o médico se viu obrigado a amputar a perna de São Peregrino para salvar sua vida. Durante aquela noite, porém, ele foi se arrastando até a sala de orações, onde havia uma pintura de Jesus crucificado na parede.

Ele se prostrou aos pés da cruz e clamou pela cura daquela doença maligna. Ele foi envolvido num êxtase tão profundo que viu Jesus descer da cruz pintada na parede e tocar sua perna doente. Ao acordar, mandou chamar o médico, que constatou que havia ocorrido um verdadeiro milagre, pois a perna de São Peregrino estava totalmente curada e não precisava ser amputada.

Por causa deste fato, ele passou a ser venerado e invocado como o protetor contra o câncer. Muitas pessoas têm alcançado graças e milagres de cura dessa doença ainda hoje pedindo a intercessão de São Peregrino..

Falecimento e Milagres
São Peregrino Laziosi faleceu no ano de 1345, aos 80 anos de idade, vítima de uma febre desconhecida. Durante seu velório houve acontecimentos extraordinários. Uma mulher, que era suspeita de estar possuída pelo mal, foi levada até a igreja. Eles a encostaram no corpo de São Peregrino e a mulher foi libertada de todo mal.

Um jovem, que tinha caído de uma árvore, estava com suas vísceras expostas. Ao invocar o santo, livrou-se da morte certa. Levaram, também, um cego até a igreja onde acontecia o velório. Quando o cego se Aproximou do caixão, o santo se sentou, fez o sinal da cruz no rosto do cego, e o homem voltou a enxergar. E o santo deitou-se novamente em seu caixão.

Outro acontecimento extraordinário foi que a população de toda a região, sabendo dos acontecimentos miraculosos, começou a peregrinar até a igreja onde estava o corpo de São Peregrino. Era tanta gente que eles não conseguiam fazer o sepultamento. Porém, começaram a perceber que o corpo do santo não estava se decompondo, mesmo depois de alguns dias. Esse fenômeno sobrenatural durou por vários séculos.

Ainda hoje, passados quase sete séculos de seu falecimento, o corpo de São Peregrino Laziosi apresenta alguns tecidos, músculos, cabelos, unhas e pele. Seu corpo está exposto em um relicário na Catedral que leva o seu nome, em Forli, na Itália.

Devoção a São Peregrino
São Peregrino foi canonizado em 1726 através do Papa Bento XIII. A Igreja celebra São Peregrino em 4 de maio. Ele é o padroeiro de Forli desde 1942. No Brasil existe um local chamado São Peregrino, com uma capela dedicada ao santo, na cidade de Turvo/SC.

Orações de São Peregrino
1. Oração a ser feita para um enfermo Oh São Peregrino, a quem chamamos O Fazedor de Maravilhas, pelos inúmeros milagres que obtém de Deus para todos os que recorrem a vós: vós que por muitos anos padecestes uma cancerosa enfermidade que corroeu vossos tecidos, que tivestes alívio quando todos os recursos humanos perderam as esperanças; vós que fostes favorecido vindo Jesus para sarar vossa enfermidade, pede a Deus e a Santíssima Virgem a cura para esta pessoa a quem agora vos encomendo: (diga o nome da pessoa enferma). Aos cuidados por tua poderosa intercessão, vos pedimos que nos ajudes a alcançar a bondade e a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.

  1. Oração a ser feita pelo próprio enfermo São Peregrino, humilde servidor de Deus, vem em minha ajuda, sustenta-me em minha debilidade. A enfermidade invade meu corpo e faz a vida incerta, a tristeza envolve meu coração e me desespera. Por vossas súplicas, alcança-me uma fé viva, e uma esperança firme, a fim de que a mão de Deus se estenda sobre mim, me livre de todo mal, sare meu corpo e que se cumpra a sua vontade sobre mim. Que em sua ternura eu seja fortalecido em minhas angústias, para que eu possa viver e ser testemunho de sua presença em minha vida. Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.

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