Para Danielle… no dia do seu aniversário “Carpe Diem”

Para Danielle… no dia do seu aniversário: “Carpe Diem”
Você, Danielle, é o meu melhor exemplo de colher o dia, aproveitar o dia e não deixar nada para amanhã…

É preciso saber aproveitar o momento, ser feliz e fiel a si próprio e desfrutar cada segundo da vida como se fosse o último…
porque o amanhã pode não chegar.

Existem 7 autores que disseram Carpe Diem de uma forma incrível… e você também, Danielle, de uma forma unica de ser.

Carpe diem significa “aproveite o dia”, ou seja, viva o presente ao máximo.

De Clarice Lispector a Augusto Cury, vários autores, mesmo sem usar a expressão, defenderam o carpe diem ao longo das suas obras e vão te inspirar a querer aproveitar melhor o teu dia!

Ouça com cuidado. O que é que eles estão dizendo, afinal?

  1. Clarice te convida a viver e aproveitar a vida, sem pensar nem questionar.

Uma das escritoras brasileiras mais importantes, Clarice Lispector defende que a vida deve ser aproveitada sem questionar, mergulhando na aventura sem hesitação.

  1. Thoreau diz que o lema é viver ao máximo agora para não se arrepender depois!

Esta frase de Henry David Thoreau, escritor norte-americano, foi usada no filme “A Sociedade dos Poetas Mortos” pelo professor John Keating, para incentivar os seus alunos a aproveitarem a vida e buscarem a felicidade.

  1. Devemos desfrutar a vida em pleno, dia a dia, é o desafio de Ralph Waldo Emerson.

O escritor norte-americano Ralph Waldo Emerson, chama a atenção para o fato de não aproveitarmos o que a vida nos dá a cada dia.

  1. Augusto Cury pergunta para quê ter medo de viver?

Augusto Cury, psiquiatra e autor brasileiro, defende que não se deve ter medo de viver e sim medo de não aproveitar a dádiva da vida ao máximo.

  1. Segundo Walt Whitman, o melhor é aproveitar agora e não deixar a vida para depois!

Walt Whitman, famoso poeta norte-americano, defendeu no seu poema Carol of Occupations, que devemos viver o dia de hoje, agora e não deixar a felicidade para depois.

  1. Dar tudo ao presente é o segredo para ter um futuro mais rico para Albert Camus.

A frase de Albert Camus, autor francês nascido na Argélia e Prêmio Nobel da Literatura, não pode te deixar indiferente.

  1. Ontem já passou e para amanhã ainda falta. Viva verdadeiramente o dia de hoje!

Pensar no hoje e não no ontem, que já passou, ou no amanhã, que ainda está para chegar. É este o conselho de Goethe, escritor e filósofo alemão do século XVIII e XIX.

  1. Danielle não disse, ela foi lá e fez…

A vida é breve, por isso, agora, aproveite o que a vida te dá de bom, dia após dia e “Colha o seu dia”

Carpe diem!

#claudialinsoficial

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A Magia De Uma Ótima Notícia Na Disney 

Mickey revela a crianças que elas foram adotadas e a emoção rola solta; vem ver o vídeo

Olhem só essa história… Os fofos Janielle (12) e Elijah (10) foram morar com o casal Courtney e Tom Gilmour em 2014, mas até poucos dias, o processo de adoção não havia sido concluído na justiça… (pensa que é só no Brasil que as coisas demoram?!). “Nós soubemos rapidamente que queríamos adotá-los. Mas às vezes o sistema não funciona tão rápido quanto seu coração“, contou Courtney ao Usa Today.


Quando a papelada finalmente saiu, os Gilmours decidiram levar as crianças para a Disney para lá contar a novidade… o que nem o casal esperava é que o próprio Mickey se encarregaria de dar a notícia! Simmmm! É que ao chegar no hotel, a Courtney recebeu uns buttons para escrever o que eles estavam comemorando no parque e aí ela mencionou a adoção. Ligeira, a mamãe tirou uma foto do button e postou no Twitter, marcando o Walt Disney World. Não deu outra, o parque entrou em contato, contando que preparariam um jantar especial e levariam um fotógrafo pra registrar o momento.

Enfim! No grande dia, o Sr. Mickey Mouse apareceu mesmo por lá, e o resultado não poderia ser mais emocionante; olhem só:

Muito amor, né?! Realmente, foi um dia mágico na vida dessa família… Arrasou, Mickey!

por Pedro Hosken


#claudialinsoficial

Todo Dia É O Dia Dela


Mesmo que fora de época, nunca é tarde para homenagear e lembrar de nossas mães que já se foram e esta, também, é uma homenagem para todas as mães que estão por aí! 

Porque todo dia é dia das mães !!!!


 

TE AMO MÃE! 

“Se eu vivesse mil vidas nesse mundo não seria o bastante pra te amar!”


#claudialinsoficial

Não tente me entender


“Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” pra ser insignificante.
Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis. ”

(Charles Chaplin)

Declaração Dos Direitos Do Amor


Considerando ser o Amor o maior de todos os agentes de Utilidade Pública,

PROCLAMA-SE O QUE SEGUE:

Artigo 1º
O amor pode apropriar-se de todo e qualquer coração, com ou sem anuência do dono.

Artigo 2º
Em presença de sentimentos inferiores, tais como a raiva, o ódio e o ressentimento, ao Amor é permitido julgá-los e extraditá-los sem direito a reconsideração da pena.

Artigo 3º
O Amor deve ser respeitado em todas as suas formas, sejam elas dirigidas a pessoas, coisas, vegetais ou animais.

Artigo 4º
Ao Amor é sempre permitida a companhia do perdão, pois que sem este Ele está falsificado.

Artigo 5º
O Amor tem o direito de ficar cego, surdo e mudo quando em presença de maledicências e pode apresentar-se como agente de paz diante de desarmonias e atos prejudiciais a todos os seres do Planeta.

Artigo 6º
O Amor tem licença plena para manifestar-se livremente, independente de raça, credo ou religião. Ele é incondicionalmente livre para viver em seu habitat natural: o coração.

Artigo 7º
O Amor é bússola que aponta o caminho para a Felicidade e assim deve ser indiscutivelmente reconhecido.

Artigo 8º
A todo aquele que banir o Amor do seu coração será imputada a pena de solidão, isolamento e sofrimento perpétuos.

Artigo 9º
O Amor nunca deverá ser responsabilizado por dores, perdas ou danos e tem amplos poderes para neutralizar todas as batalhas, sejam elas emocionais, familiares ou sociais.

Artigo 10
Ao Amor não se aplicam Leis Trabalhistas: Ele pode exercer suas funções 24hrs por dia durante TODOS os dias do ano.

Artigo 11
Quando o Amor entra em corações, deve ser bem recebido, bem tratado, bem nutrido e absolutamente livre para agir em prol de todos os envolvidos por Ele.

Artigo 12
Em nenhuma hipótese o Amor deverá ser álibi para atitudes de más intenções, tais como usá-Lo como desculpa para enganar, iludir ou controlar corações.
Também nunca poderá ser instrumento de brincadeira com o sentimento do homem ou da mulher.

Artigo 13
Toda e qualquer tentativa de matar o Amor será tratada pelo Universo como crime contra a vida do próprio mandante.

Artigo 14
O Amor é partidário da Lei de Causa e Efeito: Ele pode partir em definitivo da Vida daqueles que optam pelo sofrimento diante das adversidades, e também daqueles que se deixam cair em abandono.

Artigo 15
Ao Amor nada deve ser acrescentado e Dele também nada retirado, posto ser o mais perfeito de todos os sentimentos e manifestação absoluta de Deus.

Parágrafo Único:
Os Direitos do Amor sempre protegerão os legítimos Direitos de Todos os Seres.

= REVOGUEM-SE TODAS AS DISPOSIÇÕES EM CONTRÁRIO =


® Silvia Schmidt

9 perguntas que farão para você na imigração dos EUA

Lígia Crispino, sócia-diretora da Companhia de Idiomas, descreve o processo e o questionário da imigração para quem viaja a trabalho para os Estados Unidos.


Seja a trabalho ou mesmo para fazer um intercâmbio, passar pela imigração (immigration) e alfândega (customs) dos Estados Unidos pode gerar um pouco de preocupação, principalmente para quem vai sozinho e pela primeira vez.

Ao chegar ao primeiro aeroporto internacional dos EUA, atravessamos (go through) a Imigração para a entrevista e entrega do Arrival/Departure Record Form. Depois vamos para as esteiras retirar nossas malas (pick up our bags) na Baggage Claim Area.

De posse das malas, vamos para a liberação na alfândega (customs clearance). Essa fila (line) é bem mais rápida que a da Imigração e a maioria dos passageiros (passengers) só entrega o US Customs Declaration Form. Há uma escolha aleatória para que as malas passem pelo raio-x, a não ser que um cão farejador identifique algo.

Durante esta etapa da viagem, você poderá encontrar oficiais simpáticos, desconfiados, sisudos, detalhistas, ríspidos… Todos são objetivos e exigem o cumprimento das regras.

Em Miami, muitos deles falam espanhol, o que pode facilitar. Porém, aos que vão para outros destinos, o inglês deverá ser a língua de comunicação.


Por isso, selecionei algumas perguntas clássicas e algumas variações que qualquer viajante (traveler – US ou traveller – UK) terá de responder objetivamente na Imigração. Para algumas, coloquei possibilidades de respostas:

1) – Can I see your passport, please? / Could I see your passport, please? / May I see your passport and form, please? (Posso ver seu passaporte – e formulário, por favor?)
– Here you are. / Here it is. (Aqui está.) / Here they are. (Aqui estão.)

2) – How long are you coming to the USA for? / How long are you staying? / How long will you be staying? / How long are you planning to stay? (Por quanto tempo você ficará nos EUA? Por quanto tempo você pretende ficar?)
– I’m staying for… I’ll be staying for… (Ficarei por…)

3) – Where have you traveled from? / Where are you coming from? / What is your country of residence? (De onde você vem? Qual o seu país natal?)
– I’m from Brazil. / I’m coming from Brazil. / I’m Brazilian. (Sou do Brasil. / Sou brasileiro.)

4) – What’s the purpose of your visit? / Why are you visiting the States? (Qual o propósito da sua viagem? Por que você está visitando os EUA?)
– I’m here on business. (Estou a trabalho.) / I’m here on vacation. (Estou aqui em férias.) / I’m here to visit relatives. (Estou aqui para visitar parentes.) / I’m here to visit a friend. (Estou aqui para visitar um amigo.) / I’m here to study. (Estou aqui para estudar.)

5) – Where will you be staying? (Onde você vai ficar/ se hospedar?)
– I’ll be staying at a hotel. (Ficarei em um hotel.) / I’ll be staying at a friend’s house. (Ficarei na casa de um amigo.)

6) – What is the country of your final destination? (Qual país será seu destino final?) / Which city is your final destination? (Qual cidade será seu destino final?)
– It’s … (É…)

7) – What do you do back home? (O que você faz?) / What’s your job? (Qual é seu trabalho?)
– I’m a/ an… (Sou…)

8) – Have you been to the USA before? (Você já veio aos EUA antes?)
– No, this is my first time. (Não, é minha primeira vez.)

9) Why are you traveling alone? (Por que você está viajando sozinho/a?)
– Because… (Porque…)

Só mais uma dica, importante ter impressas as reservas de hotéis e carro para apresentar, caso isso seja solicitado durante a entrevista.

Boa viagem 🇺🇸

Se não for possível AMAR o próximo, pelo menos não ferre com a vida dele.


Vivemos em uma sociedade erguida sob os pilares do egoísmo e da individualidade. Desse modo, torna-se difícil seguir o mandamento cristão de:

– “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. 

Essa caridade, como pregava Rousseau, parece impossível diante das circunstâncias dadas. Assim, se é quase impossível amar o próximo como a si mesmo, qual a possibilidade mais plausível para a modernidade líquida?

Para Conte-Sponville, a possibilidade de solução encontra-se na doçura. A doçura não visa atingir a máxima sublime rousseauniana de 

– “Faz ao outro o que queres que ele te faça” 

– mas sim, de na impossibilidade de fazer o bem, pelo menos não fazer o mal. Falando assim, parece pouco, entretanto, quantas lástimas seriam impedidas se houvesse doçura? Isto é, se o ser humano ao agir respeitasse os limites do outro, a maior parte das discórdias e cóleras seriam evitadas.
No entanto, ao expandir-se o homem, não só é despiedoso, como desconsidera qualquer possibilidade que possa fazer mal ao outro. Ao buscar o seu prazer, o indivíduo desconsidera o mal que faz ao outro. Parece, inclusive, regozijar-se com o mal produzido e com a sua opressão. Goethe chega a dizer:

 “Infeliz daquele que usa do seu poder sobre um coração para abafar as ingênuas alegrias que nele nascem espontaneamente”. 

Ou seja, se não fazes o bem, não ouse fazer o mal de abafar a alegria de alguém.

A doçura, dessa forma, é a virtude que impede que sejamos os infelizes relatados por Goethe. É a benignidade de Montaigne, que visa uma vida que se recusa a fazer sofrer, destruir e devastar. É a ação contemplativa, respeitosa para o que nos cerca, de modo que não concorremos para o fim daquilo que não necessariamente seja fruto da nossa felicidade. Nem todas as pessoas, por exemplo, gostam de animais, assim, não é imprescindível que todos tratem os animais de forma carinhosa, bem como, não autoriza que alguém os maltrate. Dito de outro modo, agir com doçura não significa agir do modo mais belo e sim da forma que faça menos mal.
Obviamente, a doçura é muito mais simples que a caridade e, portanto, mais fácil de ser executada, assim como, mais necessária, pois, há a possibilidade de viver sem caridade, todavia, sem doçura é impossível. Embora seja mais fácil, o que percebemos é que a doçura é quase tão difícil de ser exercida quanto à caridade. Como dito, os homens parecem sentir prazer com o mal que produzem no outro. A tranquilidade ou a felicidade de outrem sem a nossa participação parece ser intragável, é o que atenta também Goethe:

– “Quando vemos algumas pessoas felizes, sem que para isso tenhamos concorrido, a felicidade nos é insuportável”.

Sendo assim, um modo de vida virtuoso passa pela doçura, em que ao agirmos levamos em consideração a existência do outro. Não concorrer para o mal já é de grande valia, pois não adianta viver a hipocrisia de ajuda ao próximo, de caridade, se na maior parte do tempo só pensamos em nosso próprio umbigo.
Antes de ajudar, é preciso não atrapalhar. Antes de fazer o bem, é preciso não fazer mal. E para não fazer mal a alguém e conseguir alegrar-se com a felicidade do outro é necessário ser doce, pois só estes entendem a importância de fazer o próprio bem com o menor mal possível aos outros.


Texto de: (Erick Morais) do blogue O SEGREDO

Sissi a Imperatriz da Áustria (4)

O êxtase da Corte, assim como o da família Imperial, permaneceria por pouco tempo. Após o nascimento de Rudolfo, tempos negros aproximam-se. Franz Joseph é obrigado a deixar a Áustria, rumo ao iminente conflito na Itália – que travava uma nova batalha de independência contra o Império. Preocupada com o marido e com o rumo que a situação poderia tomar, Elisabeth fica ainda mais desolada quando por sua segurança, é obrigada a permanecer na Corte, ao lado de sua sogra.

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A vida tenta prosseguir de modo costumeiro em Laxenburg. No entanto, a qualquer sinal de instabilidade no campo da batalha, Sissi entra em um estado de profunda inquietação, ficando quase sem comer ou dormir, andando o dia inteiro a cavalo e mantendo-se alheia a todos.

Ao receber as alarmantes notícias do comportamento de sua esposa, Franz escreve à Sissi pedindo para que acalme-se e que não ande tanto a cavalo, pois não fica bem. Ele tenta mostrar a esposa o amor e carinho que sente por ela, em todas as correspondências trocadas diante de tal período: –

”Acerca de tua equitação, refleti: a sós com Holmes (seu escudeiro pessoal) não posso deixar-te sair, pois não fica bem… Querida, celeste Sissi… meu lindo e único anjo (…) Por amor a mim e a nossos filhos, pensa também em ti e não apenas no trabalho e na guerra…”

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No entanto, a situação caminha de modo preocupante no teatro da guerra, afligindo agora não apenas Elisabeth, mas a todos. Após a Batalha de Magenta, perdida por inabilidade do comando, torna-se necessário abandonar Milão e as tropas austríacas são compelidas à retirada para longe, no quadrilátero. Um profundo impacto é causado em toda a monarquia; ao receber tais notícias, Sissi mal pode conter-se diante de tamanha inquietação quanto a segurança de seu marido, que há tanto, encontrava-se longe de seu lar.

A derrota na Itália repercute na Hungria, onde os elementos revolucionários, pressentindo o vento favorável, se insurgem e esperam talvez, realizar agora seus antigos desejos.

Buscando dar maior tranquilidade a seu coração e com intenção de sentir-se útil, Sissi instala um hospital para feridos em Laxenburg, passando nele a maior parte de seu dia. Isto muito agrada Franz, que escreve à ela: –

”É deveras bonito que tu instales um hospital em Laxenburg. És meu anjo bom e meu grande auxílio. Seja forte e constante; hão de vir dias melhores…”

Diante de tais desanimadoras perspectivas, somente a Prússia pode ocasionar uma

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reviravolta da situação na Itália, ameaçando Napoleão III sobre o Reno. Em Viena o clima é de total inquietação e burburios; fala-se de um encontro entre o Imperador e o Príncipe da Prússia. Desconfiada com as noticias, Sissi escreve ao marido, que responde: –

”Sobre o encontro com o Príncipe da Prússia do qual escreves, nunca ouvi falar. Receio sim, a possibilidade de iminente encontro, porém de outra natureza com aquele grande patife do Napoleão. Seria para mim ultra desagradável; mas se ele for útil à monarquia, terei de engolir a pílula. Napoleão para agora, animado por um enorme anseio de armistício de paz…” – Verona, 8 de Julho.

Os acontecimentos agora precipitam-se. A paz é tão urgente para Napoleão, como para a Àustria; pois se esta, está com seu exército enfraquecido, a Hungria descontente e a Rússia hostil pelas costas, aquele receia que enquanto está na Itália, seu país torne-se presa fácil do exército prussiano. Tal perspectiva leva, no dia 11 de Julho, ao congresso de Villafranca, seguido breve da assinatura do armistício. Aliviado, Franz Joseph pode enfim regressar à Áustria, para sua casa, esposa e filhos.

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Ao retornar à Corte, Franz nota que os conflitos entre Elisabeth e Sophie, vão ficando insustentáveis com o passar do tempo. Novamente, como das vezes anteriores, a arquiduquesa afirma que deve encarregar-se da educação de seu neto, Rudolfo. Sissi no entanto, reluta com seu marido que enquanto mãe, esta é sua função. Compreendendo as intenções de mãe e esposa, o dúbio posicionamento de Franz sobre tal questão, deixa Sissi cada vez mais desanimada com o rumo da educação de seus filhos e poder em suas próprias escolhas.

Sophie está cada vez mais desgostosa com sua nora, uma vez que acredita que seus ideais liberais, nada mais são que uma válvula de enfraquecimento do Imperador diante de perigosas investidas políticas.

Angustiada diante da pressão exercida sobre ela na Corte, o stress dos últimos tempos e a impotência diante dos assuntos de seus filhos, Sissi sucumbe a um colapso nervoso. Ela então resolve falar com Franz: –

”Sinto-me doente, é preciso que evite o inverno; desejaria passá-lo em um clima meridional”.  

Franz tenta propor algum local próximo, como Merano, Arco ou outra localidade, mas a Imperatriz é enfática: –

”Não, não; quero ir para longe!”.

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Ela acredita que a distância é o melhor remédio para suas angústias e falta de paz. Após muito refletir, crê que a Ilha da Madeira é a melhor opção, pois é o local mais longe de que pode pensar.

Alarmado com a condição de Elisabeth, Franz convoca inúmeros médicos para examiná-la e tornarem a examinar. Nenhum mal definido foi encontrado, apenas uma frequente dor de garganta, que não é justificativa suficiente para uma viagem tão longínqua.

Diante dos esforços e investidas de Sissi em deixar a Corte, por conseguinte, faz-se necessário qualificá-la de aflição pulmonar incipiente ou talvez, principio de tuberculose.

Não existe no entanto, nenhum navio austríaco disponível para tal apressada viagem, mas é inútil, a Imperatriz quer partir a todo custo. A pedido, a Rainha Vitória da Inglaterra, coloca a disposição seu iate para a travessia de Antuérpia à Madeira. Aliviada, Elisabeth segue rumo à Antuérpia, onde toma o iate da rainha inglesa.

Ao descobrir sobre a doença de sua amada Imperatriz, o povo fica apreensivo, especialmente por tratar-se de algo deveras grave. O clima em que a jovem deixa o Império, é de total desconforto.

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Ao optar por tal viagem, Sissi demonstrou desistir de tudo e de todos. Sua sogra havia ganhado, a pressão era forte demais. Ela não mais aguentava a dor de ver seus filhos separarem-se cada vez mais de si. Ela preferiu fugir, para bem longe.

A chegada em Madeira ocorre conforme o esperado. No local, ela aluga uma belíssima e aconchegante vila repleta de flores, com uma incrível vista para o mar. Através das amplas janelas da casa, descortina-se o vasto, cristalino e azul oceano.  Dinheiro não seria problema, o preocupado Imperador conferiu crédito ilimitado a sua enferma esposa.

Nos primeiros dias que seguem-se, Elisabeth entrega-se totalmente a tamanho espetáculo da natureza. A antiga Sissi de Possenhofen por um instante renascera e diante de tal beleza, as perspectivas pareciam deveras animadoras. Ela passa a esquecer-se do mundo a seu redor e de seus extenuantes problemas. No entanto, sua atual realidade na Corte é pesada demais para fazer-lhe ficar alheia do mundo por muito mais tempo, e a saudade do marido e filhos, cobra seu preço.

”A pobre imperatriz – escreve da Madeira o Conde Rechberg à tia (12 de fevereiro de 1861) – causa-me infinita pena, pois – que isto fique entre nós – acho-a muito, muito doente. Pelo que parece, a tosse não está em nada melhor que antes de sua vinda para cá; em geral, todavia, tosse pouco… mas moralmente está deprimida ao extremo, quase hipocondríaca, coisa talvez inevitável em seu estado: frequentemente pouco falta para ficar trancada o dia todo em seu quarto, chorando… Come poquíssimo, pelo que nos faz sofrer também, visto como o jantar – quatro pratos, quatro sobremesas, café e etc – nunca dura mais de vinte e cinco minutos. Em sua melancolia, salvo um passeio a cavalo na marcha, de uma hora no máximo, limita-se a passar o resto do dia à janela.”

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Uma das poucas alegrias da Imperatriz no local, são os pôneis adquiridos ou alugados para ela. Ela pede que busquem seus animais na Áustria; pássaros, cachorros e que mande outros novos, de outros locais da Europa. A pequena Sissi de outrora, encontra-se pelo menos neste aspecto, acolhida.

Novamente com o passar do tempo, Elisabeth vai alegrando-se e já fala em seu regresso. Sente muita saudade do marido e filhos, embora em nada lhe agrade reencontrar a arquiduquesa.

Ela parte de Madeira em 28 de Abril de 1861. Durante a viagem de regresso, ela estende-se em uma passada em Sevilha, onde permanece alguns dias, desgostosa por não ficar incógnita. A viagem toma rumos diferentes, prosseguindo por Gibraltar e Mallorca, rumo à ilha grega do mar jônico, Corfu. A Imperatriz de imediato apaixona-se pelo local, mas sem mais tolerar sua ausência, o Imperador requisita seu regresso imediato, o quanto antes.

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Franz Joseph a encontra no Trieste. Com lágrimas nos olhos, o Imperador mal consegue manter-se sóbrio após a longa separação. Eles então chegam à Viena e com alegria, ela revê seus filhos, que para sua decepção, estão totalmente voltados à sua sogra.

Com o retorno do convívio com Sophie, os problemas que pareciam tão distantes, retornam e com ele, uma intensa depressão, crises de tosse, perda de apetite e inchaços corporais. Ao ser examinada, é recomendado que ela passe por uma nova viagem, pois segundo o doutor Skoda, que a examina, caso a Imperatriz permaneça em Viena, ela não terá mais que seis semanas de vida.

A partida então, é marcada para 23 de junho. O povo, assim como os nobres, fica deveras confuso. A Imperatriz até pouco parecia tão bem…

Logo os boatos de doença dão lugar à uma crise doméstica. O destino é Corfu. Elisabeth chega no local dia 27 de Junho. Recusando toda a recepção oficial, ela vive em total retiro.

Em Corfu, Sissi faz longos passeios à pé pelos bosques de loureiros e longas excursões de barco. Ela toma banhos de mar, coisa bastante singular para uma enferma. Conforme diria ao Arquiduque: –

”Minha vida aqui é ainda mais tranquila que em Madeira. Gosto especialmente de ficar na praia, sobre os rochedos; contemplo os cachorros banhando-se e o lindo luar sobre o oceano…’’

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Ao receberem as graves notícias, os pais de Sissi ficam alarmados com sua saúde, e resolvem mandar enviados à Viena para saber exatamente o que se passa.

Helene parte para Corfu e lá chega, sendo recebida pela irmã com muita alegria. Pela primeira vez em anos, elas passam uma temporada juntas.

Helene não guarda sobretudo, rancor algum pela irmã, principalmente após notar que seu destino em nada fora cor-de-rosa como imaginara. Ela se espanta que Elisabeth não se alimente e insiste com ela que coma carne ao menos uma vez ao dia.

Com saudades de sua esposa e temendo os boatos de sua frequente ausência, Franz resolve ir à Corfu visitá-la. Ele chega na manhã de 13 de outubro.
O tempo que passa no local ao lado de sua esposa é animador e aproveitando sua estada, Franz insiste que Sissi retorne à Viena.

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No entanto, Sissi ainda não sente-se segura com um regresso; seus nervos não permitem-lhe tal luxo. Ela então, aceita qualquer outra parte do Império. Deste modo, fica combinado que a Imperatriz dirija-se o quanto antes à Veneza, onde em breve se reunirá com seus filhos.

A chegada à Veneza ocorre no dia 26 de outubro. No local, pouco animada, ela procura dedicar seu tempo à leitura. Para seu desagrado ela evita caminhar, devido a um insistente inchaço nos pés.
Seus filhos a encontram em 3 de novembro de 1861 e a visita deixa Elisabeth muito contente.

Durante o período que reside em Veneza, ela descobre outro modo de passar o tempo: –

”Estou enchendo um álbum de belezas – escreve aso cunhado, o arquiduque Luís Vítor – e para tal fim, coleciono fotografias, apenas de mulheres. Envia-me os lindos rostos que conseguires encontrar no Angerer ou em outros fotógrafos’’. 

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Ela coleciona desde retratos ocidentais, até de haréns turcos – o que causa certo choque na época. Para muitos, este foi o início de sua fascinação pelo belo; no caso, por sua própria beleza.

Devido seus incessantes inchaços, ela é levada a Kinssingen para tratamento, onde no início do ano seguinte, vive em retiro em uma pequena vila. Em julho ela parte para Possenhoffen onde encontra sua família. Em 14 de agosto, ocorre seu tão esperado retorno à Viena: –

”Temos de novo aqui nossa soberana – escreve sua irmã Helene, agora Princesa de Thurn e Taxis –como há dois anos, e todavia, após tantas peripécias! Madeira, Corfu, um mar de preocupações… Foi acolhida com um entusiasmo de que não recordo-me igual em Viena. Domingo teremos coros e desfiles de archotes, no qual prometeram tomar parte quatorze mil pessoas. Não esquecerei nunca a expressão dele (Imperador) no ato de ajudá-la a descer da carruagem. Acho-a airosa, mas com um aspecto artificial, uma expressão forçada e nervosa ao máximo, a cor tão viva que até me parece febril, e embora não inchada, bastante robusta e alterada de rosto.”

A acolhida feita em Viena é tão entusiasmada, que a Corte vê nisto, uma demonstração de certa maneira inconveniente, dirigida talvez à Imperatriz liberal, em contrapartida de sua sogra reacionária.

Aos poucos sua vida volta a rotina. Ela fica com os filhos, anda à cavalo e participa de festividades. Segundo suas damas, ela tem ótimo aspecto e parece outra mulher, corada, queimada pelo sol. Come com apetite, dorme bem, acha-se em condições de longas caminhadas. Todos estão felizes e é de se esperar que a rainha agora recupere completamente sua saúde (embora continue em tratamento médico por mais algum tempo).

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Franz nada nega-lhe, enchendo-a de mimos e dos melhores cavalos, para que ela possa ser a melhor esposa, mãe e Imperatriz possível.
Sem maiores dificuldades, os dias obscuros ficam no passado e Elisabeth acostuma-se novamente à vida palaciana. A crise palaciana em torno da Hungria e a favor do velho regime, aproxima cada vez mais a Imperatriz deste povo e vice e versa.

Com isto, ela espera obter maior aprovação do povo húngaro e passa a dedicar-se à língua local, da qual sabia pouco mais que algumas palavras. Ela aproveita brechas de suas funções quotidianas para tal, falando húngaro com sua criada de quarto enquanto se veste, ou lendo enquanto arruma seus longos e cheios cabelos. Ela passa a dedicar horas lendo inúmeros livros da língua, com afinco.

O Imperador mais tarde, comunicaria à sua mãe, o surpreendente progresso de Sissi na língua húngara. Tanto a arquiduquesa quanto a Corte austríaca, desagradou saber que a Imperatriz dedicava tanto tempo em interesses de tal povo, o que acabaria por gerar certo desconforto à Sissi.

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É diante deste período de deveres e ocupações, que Sissi presenciaria um momento delicado. Ela assistiria a morte de Hildegarda da Bavária, esposa do arquiduque Alberto.

Em seu leito de morte, a arquiduquesa convoca a jovem, que na madrugada do dia 03 de abril, vai visitá-la. Com tristeza e extrema incapacidade de ajudá-la diante de tal situação, ela escreveria mais tarde, uma comovente carta que marcaria o modo como a Imperatriz via a vida: –

”Pela primeira vez vi morrer um adulto. Fez-me uma impressão tremenda; nunca julgara que fosse tão difícil morrer, que a luta com a morte fosse tão espantosa. E pensar que todos passaremos por aí! Invejáveis os que deixam na inconsciência da infância este vale de lágrimas. Sim, a vida é uma coisa triste, e nela, a única certeza é a morte.”

No entanto, não tardaria que outro evento desviasse a atenção da jovem e da família Imperial.
É cogitada a ideia de fundar um Império no México, plano encabeçado pelo Arquiduque Fernando – um dos irmãos de Franz Joseph. Todos encaram tal ideia com extremo ceticismo, inclusive Elisabeth; com seus princípios liberais, ela nunca conseguiu compreender tamanha mania de unir tudo à uma coroa. No dia 14 de Abril, o então casal, entra a bordo do navio rumo a outro continente e um futuro incerto.

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Tempos depois, com o desenrolar da campanha do Schlewing-Holstein, em que a Áustria combate lado a lado com a Prússia, Elisabeth aproveita novamente o momento, para tratar húngaros no pequeno hospital instalado nas propriedades do palácio Imperial. Lá ela treina a língua e pede que tenha a seu lado uma dama de companhia húngara de confiança, a quem possa conversar.

A escolhida foi Ida von Ferenczy, que anima-se com a ideia. Sua índole é natural, sadia, viva e alegre – genuína húngara que ama sua pátria.

Este é o início de uma grande amizade. Ferenczy dedica à Elisabeth todos os seus cuidados e fidelidade ímpar, chegando a isolar-se das outras damas da Imperatriz, por estas, serem deveras influenciadas pela arquiduquesa.

Com a ideia de ter Franz longe de si nas campanhas com a Prússia, Elisabeth novamente experimenta a angústia e preocupação de ver-se longe de seu marido. Com isto, ela passa a dedicar-se à questões como as da educação de seu filho, que até então, estava sob constante manipulação de sua sogra. Tal reação causa críticas da Corte vienense, conforme cita a Marquesa Furstenberg: –

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”Não sei realmente, como é possível conservar o bom humor em meio de gente que é toda lamúrias, infelicidades e desesperos (ela refere-se à Sissi): os que me rodeiam, nobres e humildes, no fundo estão todos, uns mais outros menos, aborrecidos e descontentes. Esta é a famosa vida na Corte: é um felizardo quem conseguir ver-lhe os lados positivos!”

No que compele a educação do jovem Rudolfo, diante de Elisabeth, Furstenberg mantém atitude austera, ficando totalmente do lado da Arquiduquesa Sophie. A Imperatriz nota mais uma vez, seu fracasso em não possuir voz ativa na educação deste. A educação e maneira de agir imposta a ele, segundo Sissi, nada de bom podem trazer a seu filho. Segundo diria depois, não podem fazer de seu filho, nada além de”quase um idiota (…) é uma loucura atormentar uma criança de seis anos com sustos e querer torná-la um herói”.

Gondrecourt por exemplo, deixa-o parado do lado de dentro do muro que cerca o parque de Lainz, junto de uma porta; sai depressa e do lado de fora, grita: ”aí vem um javali!”– naturalmente o menino põe-se aos berros, mas, quanto mais grita, mais lhe assustam, até chegar ao ponto de que tal nervosismo, passe-lhe a ser deveras prejudicial – conforme cita a Imperatriz. A Sophie não agrada-lhe tais métodos, mas Gondrecourt é seu protegido e deste modo, recai-lhe a culpa de tal irresponsabilidade.

 

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Logo que a historia do javali chega à Elisabeth, a última gota do copo transborda. Ela arma-se de coragem e resolve falar com o Imperador. Este no entanto, exulta, acreditando nas boas intenções de sua mãe e séquito.

Ao notar que seu marido parece irredutível, Elisabeth apela para um confronto extremo, pedindo que este escolha entre o protegido de sua mãe, ou ela. A mensagem foi clara: quero autoridade sem limites para cuidar de meus filhos, escolher sua educação e zelar por sua criação.

Ela agora chega a um ponto extremo, não mais abaixaria a cabeça; seus afazeres pessoais, séquito, casa, filhos e tudo que lhe diz respeito, terá de agora em diante, ser unicamente de sua escolha.

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Deste modo, Gondrecourt é exonerado de suas responsabilidades, e o cuidado do príncipe herdeiro é confiado ao médico Hermann Widerhoder, enquanto que sua educação, é incumbida ao Coronel Latour von Thurnburg. Isto teria um baque na educação de Rudolfo, que seguia até então, um acentuado rumo conservador, e que após tal ataque de influência, torna-se demasiadamente liberal.

Sissi tem agora, mais do que nunca, que suportar a arrogância e ódio extremo de sua sogra, que deixa claro, que ela, a desagrada. No entanto, Sissi não é mais uma criança imatura e indefesa. Ela já é uma mulher de quase trinta anos, consciente de sua beleza, porte e afeto que causa a seu marido e à todos. À partir disto, uma nova mulher surge como uma fênix, um ícone para seu povo e pessoa capaz do fortalecimento de sua própria confiança e de seu prestigio pessoal.

Sissi a Imperatriz da Áustria (3)

O tempo vai passando na Corte de Laxenburg e para a jovem Elisabeth, o céu azul e os verdejantes campos do local, em nada se parecem com a liberdade de sua amada Possenhofen. Ela sente-se como se estivesse na mais sombria das prisões. Não tem vontade de sair e deixar seus aposentos e sente-se observada a cada momento.

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Pouco tempo após suas núpcias, uma parte do jardim foi isolada, ficando a seu exclusivo dispor. Isto animou a jovem, que sentia-se pela primeira vez em meses, livre em algum lugar. No entanto, a alegria duraria pouco. Um belo dia ela nota que as grades do jardim foram retiradas e agora o público poderia passear livremente pelo local. A partir de então, ela volta a ficar reclusa em seus aposentos, angustiada em ter que ser observada ou vestir-se com trajes pesados a todo momento que tivesse de deixar o interior do Castelo.

Ao notar sua bela esposa cada dia mais triste, e com sua saúde fragilizada após um desconfortável resfriado, Franz resolve como surpresa, mandar buscar parte de sua família em Possenhofen para fazer-lhe companhia. A tática é feliz e Sissi recupera seu rubor habitual de sua vida antes de casada.

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Como início de seus deveres como Imperatriz, Elisabeth visita hospitais, asilos, hospícios, orfanatos especialmente femininos e conventos. Seu jeito simples, descontraído, modos pouco requintados e suave graça, encantam todos em suas visitas.

Em 29 de Junho chega as boas novas, a Imperatriz está grávida de seu primeiro filho. A arquiduquesa Sophie então, manda uma carta a Franz, onde alerta seu filho dos cuidados para com sua esposa: –

”Enfim, sou de opinião que Sissi deveria ocupar-se menos de seus papagaios, porque os nascituros acabam por ter alguma semelhança com os bichos para os quais olha-se muito, principalmente nos primeiros meses de gravidez. Melhor faria olhando-te e mirando-se ao espelho… Eis aí uma contemplação de meu agrado”.

Tal cuidado e atenção para com sua nora, pode ter vindo de modo maternal, mas é um novo indício de que Sophie intromete-se em demasiado em todos os assuntos de Sissi, desagradando-a novamente.

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A vida em Laxenburg é como uma gaiola dourada. Sissi não tem privacidade sequer em seus aposentos, onde a arquiduquesa entra várias vezes ao dia, a fim de acompanhar sua rotina e assuntos pessoais. Sem saber como lidar diante de tamanha humilhação, a jovem entrega-se aos prantos inúmeras vezes ao dia.

Conforme sua gestação ia evoluindo e feliz, a Imperatriz começava a notar sua barriga formando sinuosos vincos em seus vestidos, a arquiduquesa compra ao casal real, a vila Marstallier, que aos poucos vai sendo transformada na Kaiservilla, ou vila imperial. Para completar sua alegria, seus irmãos Karl e Helene, seguidos de sua mãe, vão visitá-la em Marstallier.
Durante sua estada na aconchegante vila, a jovem experimenta um raro período de retiro absoluto dos rígidos protocolos da Corte. Ela está ansiosa com a chegada de seu filho, que acredita tratar-se do tão esperado herdeiro varão.

Quase um ano após seu casamento, no dia 15 de Março de 1855, esta esperança falha. Elisabeth da à luz sem maiores complicações, a uma formosa menininha. Ela recebe o nome da mãe do Imperador, Sophie (para evitar confusão, chamaremos de Sofia).

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A arquiduquesa foi madrinha de sua neta, quando esta foi batizada em uma esplêndida cerimônia repleta de pompa. No local, contavam inúmeros diplomatas de todo o continente. Mesmo sendo uma menina, Elisabeth fica radiante com a chegada de sua doce filha.

Porém, as coisas não andavam de todo bem. As instruções e cuidados da pequenina são legadas à arquiduquesa Sophie, e não à Sissi. Qualquer pedido, ordem ou sugestão de Elisabeth sobre o assunto, é desmanchado ou ignorado no dia seguinte.
A pequena Sofia, que a principio representou uma fonte de alegria à família imperial, passa a tornar-se o mais novo objeto de brigas entre sogra e nora.

Cansada de nunca conseguir ficar à sós com sua filha e sequer cuidar minimamente de seus interesses, Sissi dá-se momentaneamente por vencida, e passa a visitar cada vez menos os aposentos de sua filha.

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A vida de mãe não é como ela imaginava e a falta de domínio nos assuntos que ela acreditava ser de sua alçada, vão deixando a jovem amargurada e entristecida.
Notando a tristeza de sua esposa, Franz Joseph procura surpreendê-la. Em 21 de Junho, eles fazem uma viagem à Alemanha, a primeira desde seu casamento. Ao chegar no local, Sissi mostra aos presentes, não ser mais a mesma jovem frágil e imatura que deixou aquele local. Ela agora era uma sedutora mulher de encantadora beleza e porte. Seus traços tornaram-se mais delicados e femininos, suas vestimentas e etiqueta da Corte, fizeram de Sissi uma mulher notada em qualquer local que fosse.
Em Possenhofen ela é vista todos os dias passeando em volta do lago, faça sol ou faça chuva.

Estranhando o comportamento da jovem, sua família pede que ela conte para eles sobre a vida na Corte. Após alguma insistência, Elisabeth enfim desabafa sobre os problemas com a arquiduquesa. Embora chateada, e buscando encontrar o lado bom da situação, ela também admite que Franz e sua pequena filha são as alegrias de sua vida. Durante sua estada em Possenhofen, o frio tratamento entre sogra e nora é amplamente notado. Franz obriga Sissi a escrever cartas para Sophie; estas cartas estão longe de serem intimas ou cordeais, são simplesmente notas de estado, na qual a etiqueta e distancia afetiva são deveras pronunciadas.

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Ao retornar à Áustria, a Imperatriz recomeça sua vida quotidiana. Porém, ao contrário das esperanças de Franz Joseph, as desavenças com a Arquiduquesa só pioram. Um notável desastroso episódio, foi quando Sophie transferiu sua neta aos seus próprios aposentos, localizados em um andar diferente dos de Elisabeth. Nesta altura, a Imperatriz estava grávida de seu segundo filho, e tinha que subir a longa escadaria caso quisesse encontrar-se com a pequenina Sofia. Isto a deixou furiosa, uma vez que diante de seu avançado estágio de gravidez, tal esforço causava-lhe extremo desconforto.

Diante de tais turbulências, Sissi tentava dedicar seus momentos pensando no filho que crescia em seu ventre. Ela estava ansiosa com a chegada de um novo filho e desta vez, as esperanças eram enormes; para ela, este seria o novo herdeiro imperial.

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Às sete da manhã do dia 15 de julho de 1856, o parto ocorre sem maiores dificuldades, tanto para mãe, quanto para o bebê. No entanto, Sissi fica triste quando o Imperador responde à sua ansiosa pergunta, alertando-a tratar-se de uma outra menininha e não o herdeiro do trono. Ao vê-la claramente desapontada, ele acrescenta brincando, a fim de animá-la: –

”Será talvez, porque não seguiste a sugestão daquele rabino de Pest, de pregar na porta durante o parto, sua poesia hebraica?’’

Para o conforto da Imperatriz, desta vez a madrinha da criança é sua mãe, a Duquesa Ludovika, que por não poder comparecer, fora representada por Sophie diante da pia batismal.

O bebê recebe o nome de Gisela, em homenagem à princesa Gisela da Baviera, que no ano de 995, casara-se com o príncipe magiar Waik, da Casa Real de Arpád. A cerimônia ocorrera logo após o batismo deste, que até então era pagão, e que foi depois nomeado Estevão I, o santo: este seria o início da cristianização da Hungria. A escolha do nome fora claramente política, a fim de estreitar os laços com o povo húngaro, cada vez mais revoltoso com os austríacos.

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O nascimento de mais uma menina deixou todos decepcionados, inclusive o Imperador, que tanto ansiava por seu herdeiro. No entanto, para o espanto de Sissi, ele ainda sim, ficara muito contente com o nascimento de Gisela, enchendo de presentes e mimos toda uma sala.

Como era de esperar-se, repete-se com o novo bebê o mesmo que ocorreu com Sofia. Ela é confiada aos cuidados da Arquiduquesa. Irritada, Sissi insiste ao marido que suas filhas sejam transferidas para o andar de seus aposentos. O imperador que à esta altura estava cada vez mais encantado com sua belíssima e adorável esposa, desta vez cede a seu desejo.

Franz escreve uma carta alertando sua mãe, de que as meninas serão removidas de suas dependências. Elas agora serão transferidas ao aposento Rodetzky do Palácio, pois lá os quartos são mais espaçosos e confortáveis e porque Elisabeth deste modo, não mais precisará subir escadarias para vê-las.

Diante de tal imposição, Sophie fica furiosa e diz ao Imperador que no novo aposento, elas ficariam privadas da luz do sol; mas é inútil. O Imperador é irredutível e só cabe a ela, concordar com sua decisão.

Uma viagem inesperada:
Devido ao crescente descontentamento das províncias hostis da Hungria e Itália, os conselheiros de Franz Joseph julgam indispensável que o Imperador busque a simpatia destes povos.

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Encantado com sua esposa, Franz lembra-se do modo como Sissi conquistara o coração de seus mais diversos súditos, e tem esperança de que o mesmo possa ocorrer com os italianos. Buscando libertar-se das rédeas da Arquiduquesa, a viagem à Itália torna-se uma alternativa excitante para a Imperatriz.

Temendo a influencia de sua sogra sobre suas filhas durante sua ausência, Sissi resolve levar consigo a pequena Sofia, deixando na Áustria apenas Gisela, que era pequenina e ainda mamava no peito.

Durante a viagem, a impressão inicial é positiva. O entrosamento de Elisabeth com as crianças dos orfanatos e alunas dos conventos, brincando no chão, conversando e dando risadas, choca sua dama Esterhazy, que vê em tal postura, algo deveras escandaloso e inapropriado para uma Imperatriz.

No entanto, a primeira impressão não permanece boa por muito tempo. Por mais que os oficiais italianos busquem fazer com que a presença dos Imperadores seja notada de modo positivo durante a viagem pela Itália, tudo o que conseguem é uma multidão pouco ansiosa pela chegada deles, porém, conforme cita o cônsul geral da Inglaterra, bastante curiosa com a nova Imperatriz: –

”O único sentimento da população, era a curiosidade de ver a Imperatriz, cujo a fama de beleza chegou, é claro, também aqui”.

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Para o embaraço de Sissi, os italianos são ainda piores que os austríacos. Eles a analisam o tempo todo, de modo frio e sem um pingo de afeto para com o casal real. Ela sente-se como um rico bibelô em uma exposição aberta.

Os cidadãos do campo e de classes baixam, não revelam qualquer perigosa hostilidade contra o casal. No entanto, as classes altas da burguesia e os nobres, demonstram onde quer que seja, frieza e reservas calculadas.

Com tamanho desprezo, os Imperadores preparam-se para reverter a situação desfavorável em solo italiano. Eles resolvem estender a viagem. A investida parece favorável, uma vez que quanto mais prolonga-se a estadia do casal imperial na Itália, mais cordial torna-se o povo italiano. Pequenos episódios de simpatia foram propositadamente divulgados, a fim de aumentar os ânimos dos italianos.

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Franz ainda acreditava que a beleza de sua esposa pudesse amolecer o coração dos italianos, mas foi em vão. Seus encontros oficiais contaram com tão pouca nata da aristocracia, que o vexame foi contido apenas diante das declarações positivas forjadas pelos oficiais.

Ao saber das notícias vindas da Itália, a arquiduquesa Sophie fica bastante preocupada. Em um dos raros episódio em que mostra-se compadecida com sua nora – que nota tentar de tudo ao lado do marido pelo bem do carinho italiano -, ela resolve enviar a pequena Gisela para junto dos pais.

Sissi fica verdadeiramente feliz em poder reencontrar sua filha, mas amargurada ao ser obrigada a notar o peso da presença de sua sogra sobre a criança, que não cede com facilidade às investidas maternas.

Pouco tempo depois, após inúmeras visitas fracassadas do norte ao sul da Itália, o casal imperial, fica aliviado por voltar para casa. A visita foi um fracasso sem tamanho.

A Vida na Corte:
Em casa, chateada com a distancia de sua filha, Sissi volta-se novamente para seu carinho com os animais. Ela passa a rodear-se de grandes cães e bons cavalos, onde passa boa parte de seu tempo os alimentando, acariciando e cuidando.
Franz não se opõe a tais caprichos, mas tem particular aversão por cachorros e odeia o fato de ter aqueles enormes animais andando por todos os cantos exalando seu forte odor.

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Devido a falta de interesse de Elisabeth nos assuntos quotidianos e familiares da corte, ela passa a sofrer certo desprezo da alta aristocracia austríaca. Nada daquilo a interessa, ela sente-se alheia a todas aquelas pessoas e seus assuntos variados.

Nestes círculos sociais, domina a antipatia para com a Hungria, que opõe-se à política austríaca de centralização, resistindo em não deixar-se absorver como simples província imperial, desejando seguir de igual para igual com a Áustria.

Ao notar o modo como todos sentem desprezo pela Hungria, em especial sua sogra, a arquiduquesa Sophie, Elisabeth deste modo, vai nutrindo um crescente interesse pelo local, mesmo nunca tendo estado lá.

Mesmo que fracassada, a visita à Itália, contou com um certo nível crescente de aprovação local. Deste modo, o ministro do interior, Barão Bach, mostra ao Imperador que esta é uma boa hora de amansar a Hungria com um visita política.

Empolgado, o Imperador tem esperanças que ao lado de sua esposa, de caráter e graça, isto possa amolecer o caráter húngaro, muito mais que o italiano.

Rumo à Hungria e Dias Negros:
Resoluta, Sissi desta vez resolve levar suas duas filhas, mesmo a contragosto de Sophie, que acredita ser extremamente perigoso para a jovem Gisela, fazer uma nova viagem.

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A princípio a Hungria não empolga-se com a ideia de uma iminente visita imperial. No entanto, ao contrário da Itália, a acolhida é bastante cordial na chegada dos soberanos sobre o Danúbio, em 4 de maio de 1857.

Sissi, que desde o principio temia uma recepção como a italiana, se encanta com os húngaros e se enche de crescente entusiasmo.
O período em que passam no local, é preenchido com inúmeras festas, encontros e reuniões, mas ao contrário dos habituais compromissos de estado, Sissi desta vez sente-se extremamente bem e muito alegre.

Os húngaros sentem um especial carinho pela Imperatriz, uma vez que seu desagrado pela Arquiduquesa torna-se notório. Devido ao desempenho desta na época da revolução, os húngaros sentem enorme desagrado por Sophie.

Quase como uma cruel brincadeira do destino, durante o meio da viagem pela Hungria, a pequena Gisele adoece sem causa aparente. Ela apresenta sintomas de diarréia e febre. No entanto, para a breve alegria do casal imperial, ela melhora rapidamente.

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Quando pensam em seguir viagem, Sofia, a mais velha, passa a apresentar os mesmos sintomas deste mal, porém, muito mais fortes. Ela apresenta evacuação sangrenta, misturada de catarro e bílis. Segundo Franz escreveria à sua mãe: –

”É um tormento como a pequena grita e chora sem parar”

Conforme os dias vão passando, a pequenina apenas piora, fazendo com que o médico da Corte perca todas as suas esperanças. Desolada, Sissi em nenhum momento deixa a companhia de sua filha.

Infelizmente, conforme o esperado, às nove e meia da noite, do dia 23 de maio de 1857, Sofia falece. Não viveu mais que dois anos.
Sem parar de chorar, tremendo, Elisabeth fecha os olhos da pequena. A dor é demais para o jovem casal. Mais tarde, Franz telegrafaria aos pais: –

”O nosso anjinho está no paraíso… Estamos abatidos. Sissi é inteiramente resignada à vontade do senhor”. 

Franz no entanto, está enganado. Profundamente acuada em tamanho desespero, a Imperatriz isola-se e sente-se culpada por insistir na viagem da filha, enquanto todos tentam acalmá-la monstrando-lhe que tal fatalidade, poderia ocorrer em qualquer hora e em qualquer lugar.

Devido aos inesperados acontecimentos, a breve viagem é interrompida e eles retornam à Laxenburg. O triste acontecimento, deixa os húngaros ainda mais favoráveis, paralisando temporariamente as correntes políticas adversas no local.

Pela primeira vez Elisabeth mostrava sintomas físicos e psíquicos que viriam a manifestar-se mais vezes em situações de crise ao longo de sua vida: Em profundo estado depressivo, a jovem de apenas 19 anos, recolhia-se completamente durante semanas e meses. Fechava-se à chave e chorava por dias inteiros, falando apenas da pequena Sofia. Ela isolava-se de tudo e de todos, aceitando apenas a companhia de seu marido, ou saindo a cavalo por horas a fio, até ficar completamente extenuada para pensar em alguma coisa. Além disto, ela passa a quase não comer nada, perdendo muito peso. 

A Corte entra em parafuso diante do desespero da Imperatriz e em virtude de seu alarmante estado, sua mãe vai à Laxenburg ao lado de suas três irmãs, para consolá-la e distraí-la.

Um Novo Amanhã:
Em novembro os soberanos mudam seus aposentos em Laxenburg, pois os antigos despertavam lembranças deveras tristes. No inverno de 1857, Sissi descobre-se novamente grávida. As novidades animam um pouco a Imperatriz e a fazem ter esperanças em dar à luz a um filho homem.
Ela então torna-se bastante supersticiosa, acatando inúmeros conselhos sobre simpatias para gerar um varão.

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No dia 21 de agosto de 1858, Elisabeth sofre com fortíssimas dores e contrações, e entra em trabalho de parto. Se nos outros dois partos, tudo ocorrera na mais devida paz, neste, Sissi irrompe em profundos gritos de dor. A Corte fica desesperada, rezando novenas em nome de sua Imperatriz.
O parto ocorre de modo dificílimo e finalmente, nos últimos minutos das 10 horas da noite, a Imperatriz da à luz.

Desesperada e fraca, ela pergunta o sexo do bebê: – ”É um menino? Com certeza deve ser outra menina…”

Desta vez suas preces foram atendidas e ao saber que tratava-se de um menino, ela mal pode acreditar no que ouvira e conter-se de tanta alegria. Foi dado a ele o nome de Rudolfo Franz Karl Joseph.

Uma radiante Elisabeth é colocada para descansar nos dias que se seguem, embora queixe-se de dor por seus seios repletos de leite e a impossibilidade de amamentar seu filho.

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O Imperador orgulhoso, enche sua esposa de mimos e carinho, e segundo relata:

”A criança não é bonita, mas de ótima compleição e robustíssima”. 

Agora com o herdeiro em seus braços, a influencia de Elisabeth sobre seu marido ainda mais apaixonado, cresce de modo imensurável.

Ela agora sentia-se completa. Embora nunca se deixasse esquecer da perda de sua pequena Sofia – na qual usava frequentemente um bracelete com seu retrato – ela era uma feliz mãe de uma belíssima menininha e um robusto herdeiro varão. A corte estava em êxtase e todos imaginavam o melhor futuro possível ao tão ansiado herdeiro imperial e sua família…